André Ventura, líder do partido Chega, de Portugal – Foto: redes sociais.
“Assim podem viver nessa ditadura e nessa miséria em que o Brasil se está a tornar e que eles tanto gostam”, escreveu o político
O líder do partido Chega, André Ventura, de direita, publicou esta segunda-feira (26) um reel no Instagram afirmando que, “no que depender” dele, os brasileiros residentes em Portugal que votaram no PT e em Lula, a quem sempre se refere como “Ladrão”, deveriam regressar ao Brasil.
Na legenda do vídeo, Ventura escreveu: “No que depender de mim, essa malta que votou PT e Lula ia tudo de volta, assim podem viver nessa ditadura e nessa miséria em que o Brasil se está a tornar e que eles tanto gostam!”.
A publicação, feita na conta oficial @andre_ventura_oficial, acumulava cerca de 26 mil “likes” e mais de 3 mil comentários poucas horas após a publicação.
A declaração surge no dia seguinte à confirmação da vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, em que o candidato do PT obteve cerca de 51,7% dos votos contra Flávio Bolsonaro (PL). Ventura já tinha manifestado publicamente o descontentamento do Chega com o resultado e defendido que Portugal deveria aguardar a verificação judicial do processo eleitoral antes de reconhecer a vitória de Lula, a quem classificou como “símbolo de tudo o que nós não queremos nas nossas democracias”.
A comunidade brasileira é uma das maiores de estrangeiros em Portugal. A mensagem de Ventura insere-se num padrão de críticas recorrentes do líder do Chega a Lula, a quem o político já chamou também de “bandido” em intervenções anteriores, e de posições críticas relativamente a manifestações de apoio ao presidente brasileiro em território português.
Os comentários na publicação refletem reações polarizadas: há apoios explícitos à proposta de regresso e críticas a quem, na ótica dos apoiantes, “destrói tudo”, mas também ironias de brasileiros que sugerem que Ventura envie os petistas de volta enquanto eles próprios permanecem em Portugal ou que “o Brasil está ótimo”.

