Na Câmara, deputados nem se importam com jornada: eles cumprem escala ‘6 por 44’

Congresso Nacional | Foto: Kayo Magalhaes / Câmara dos deputados

Cláudio Humberto – Diário do Poder

Deputados passariam aperto se a remuneração das excelências fosse com base em produtividade. A coluna levantou a quantidade de sessões deliberativas no Plenário da Câmara nos últimos três meses. Foram 50 entre 1º de junho e hoje. Deliberativas, aquelas nas quais há votação (portanto, as que importam), apenas 16, ou 32%. O restante foi apenas embromação, como sessões solenes ou homenagens a pessoas ou instituições anônimas fora do reduto eleitoral do deputado proponente.

Sem muito esforço

Como ninguém é de ferro, os deputados flexibilizaram a rotina e liberaram votações remotas, via aplicativo, no período analisado.

Na moleza

As sessões semipresenciais dominaram nos últimos três meses. Só seis votações foram presenciais, as outras 10, todas à distância.

Vai e volta

A última vez em que a Câmara obrigou os deputados a pisarem em Brasília foi há muito tempo, lá em 17 de junho. Depois disso, liberados.

Ausência garantida

Mesmo o tal “esforço concentrado”, para inglês (ou eleitor) ver, não teve presença obrigatória. Todo mundo votando de onde bem entender.

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