Sanções têm como alvo três empresas e dois cidadãos brasileiros. Um deles teria lavado US$ 30 milhões em território americano
Pessoas sancionadas
- Victor Henrique de Oliveira Shimada — sócio de empresa investigada por envolvimento em escândalo no Corinthians. É apontado pelo Departamento do Tesouro como “elo fundamental” com agentes do PCC. Segundo o comunicado do órgão americano, teria lavado mais de US$ 30 milhões em diversas cidades dos Estados Unidos.
- Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira — descrita como “parente” de Shimada e atuaria como uma espécie de “secretária” e “intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro”. De acordo com o Departamento do Tesouro, ela “fornece serviços logísticos essenciais” para a rede de lavagem de dinheiro.
Empresas sancionadas
- Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda
- Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda
- Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda (Portugal)
Sem citar nominalmente o Corinthians, o governo americano relembra que Victor Shimada, dono da Victory Trading, foi preso em janeiro de 2025 pela Polícia Federal (PF) por “lavar dinheiro ilícito de um clube de futebol brasileiro em um esquema fraudulento de patrocínio”.
“Victory foi usada para lavar dinheiro roubado de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária”, diz comunicado pelo governo americano.
Segundo inquérito conduzido pela Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), a empresa fez um repasse de R$ 200 mil à UJ Football Talent Intermediação”. O dinheiro teria tido como destino a Neoway Soluções, supostamente registrada em nome de laranja.
Facções terroristas
Em 5/6, o governo Donald Trump classificou oficialmente o PCC e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO, na sigla em inglês).
O enquadramento, assinado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, altera consideravelmente o “status jurídico” das duas facções criminosas perante a comunidade internacional.
Essa mudança confere ao governo dos EUA poder de persecução global muito mais agressivo, permitindo a mobilização de agências de segurança nacional para rastrear, sufocar e neutralizar as redes operacionais de ambos os grupos fora do território brasileiro.
O enquadramento na Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA (INA) impõe severas restrições de mobilidade e imigração para as lideranças e membros cadastrados de ambas as facções.
