Ministro do STF, André Mendonça, durante palestra na OAB do Rio de Janeiro. (Foto: Flávia Freitas /OAB-RJ)
Ministro do STF destacou seu desejo cristão por julgamento da forma certa com noção da imperfeição humana
Davi Soares –
Na mesma palestra em que ressaltou não querer ser um ‘salvador’, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, criticou a arrogância e as vaidades que tantas vezes têm atingido o ofício de juízes, desembargadores e membros da cúpula do Judiciário do Brasil. No evento da Seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o ministro advertiu que bom juiz não é estrela, mas ter noção da responsabilidade de ser magistrado.
“O papel do bom juiz não é ser estrela. É simplesmente assumir a responsabilidade e julgar. Como eu sou cristão, pedindo a Deus que eu julgue de forma certa, reconhecendo que não somos perfeitos”, alertou o ministro que é relator da maior fraude financeira da história do Brasil, no Banco Master, que envolve indícios de corrupção e relações suspeitas do banqueiro preso Daniel Vorcaro, que se comprometeu nesta semana a delatar seus comparsas.
Mendonça ainda refletiu sobre necessidade do exercício da humildade por juízes, bem como de não fazerem confusão entre serem corajosos e arrogantes, no ato de promover a Justiça.
Mendonça diz não ter pretensão de ser ‘salvador’ e destaca responsabilidade no STF
No fim do evento, o ministro André Mendonça recebeu moção de homenagem, em nome de toda a diretoria da OABRJ, como reconhecimento por sua relevante contribuição ao fortalecimento das instituições democráticas, à promoção da justiça e à defesa da Constituição da República.
Veja a íntegra da palestra:

