Troca de mensagens acessadas pela investigação revela interesse dos suspeitos em usar o dinheiro ilícito em ostentação
“Deixa de fazer corpo mole. Vai atrás desse negócio, bora comprar um jatinho. O Natjo já vai comprar um jato. Vambora entrar na fila? Vamos ver se consegue aí o negócio, rapaz, pra gente?”, declarou a mulher.
Os investigados
Natjo Pinheiro é empresário do setor de saúde, apontado pela Justiça como um dos principais operadores do esquema. Segundo a investigação, ele atuava na gestão das associações e no fluxo financeiro de valores considerados elevados, provenientes dos descontos indevidos. Ele foi preso na operação desta terça-feira.
O esquema
As investigações indicam que o grupo utilizava dados falsos inseridos em sistemas oficiais para autorizar cobranças diretamente nos contracheques de aposentados, muitas vezes sem consentimento das vítimas.
Pilhas de dinheiro
Durante o cumprimento de mandados nesta terça (17/3), a PF achou pilhas de dinheiro vivo e carros de luxo em endereços ligados aos investigados da Operação Indébito, que investiga fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.
Segundo as investigações, Igor atuava diretamente na logística e nas operações do esquema, como responsável por movimentações financeiras e apoio à principal investigada.






Operação
A PF cumpre 19 mandados de busca e apreensão, além de prisões e outras medidas cautelares, no Distrito Federal e no Ceará.
Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato previdenciário, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistemas públicos.
Em nota divulgada por sua assessoria, a deputada afirma que “não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos”.
“Sua trajetória pública de mais de 40 anos sempre foi pautada pela integridade. A parlamentar informa que sua defesa já analisa o teor da decisão. Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”, finalizou.

