Megafábrica de R$ 23 bilhões terá ferrovia própria e promete tirar 190 caminhões por dia das rodovias no interior do Brasil

A megafábrica de celulose da chilena Arauco, em construção em Inocência, no Mato Grosso do Sul, terá uma ferrovia própria para transportar a produção até o Porto de Santos (Foto: Arauco, Divulgação)

Ferrovia do Projeto Sucuriú começou a receber os primeiros dormentes, estruturas responsáveis por garantir o alinhamento, a estabilidade e a segurança dos trilhos, em outubro deste ano

nsctotal.com.br/autor/mariana-barcellos

A megafábrica de celulose da chilena Arauco, em construção em Inocência, no Mato Grosso do Sul, terá uma ferrovia própria para transportar a produção até o Porto de Santos. A estrutura deve retirar aproximadamente 190 viagens diárias de caminhões das rodovias e reduzir em até 94% as emissões de CO₂ relacionadas ao transporte da celulose, segundo a empresa.

A ferrovia do Projeto Sucuriú começou a receber os primeiros dormentes, estruturas responsáveis por garantir o alinhamento, a estabilidade e a segurança dos trilhos, em outubro deste ano. Segundo a Arauco, as obras do ramal ferroviário já ultrapassaram 60% de execução. Ao todo, serão instalados cerca de 95 mil dormentes, com aproximadamente 400 quilos cada.

O empreendimento recebe investimento de US$ 4,6 bilhões (o equivalente a R$ 23,1 bilhões) e prevê a construção da maior fábrica de celulose do mundo. A unidade terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano. A previsão é que comece a operar no final de 2027.

Ferrovia irá integrar a megafábrica de celulose

Com 45 quilômetros de extensão, além de outros nove quilômetros dentro da área industrial, a ferrovia conectará a fábrica à Rumo Malha Norte. A estrutura permitirá que a celulose siga de Inocência até o Porto de Santos, de onde a produção será destinada aos mercados internacionais.

O ramal ferroviário terá 26 locomotivas e 721 vagões, com capacidade para transportar até 9.600 toneladas por composição. Para as obras ferroviárias, o investimento previsto é de R$ 2,4 bilhões, conforme informou a Arauco.

Além da instalação dos primeiros dormentes, outras frentes de trabalho avançam ao longo do traçado. Entre as principais estruturas estão o viaduto ferroviário na saída da fábrica, o viaduto sobre a MS-112 e a ponte sobre o Córrego São Mateus.

As três obras estão em fase de conclusão das estruturas civis para o recebimento dos trilhos e dormentes. A previsão é que a ferrovia entre em operação no final de 2027, junto à fase de início das atividades da fábrica.

Imagens mostram como está o andamento da obra

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