PolÃcia diz que suspeita planejava crime após perder a guarda dos filhos; jovem acessou mensagens e contatou a vÃtima
jovempan.com.br/autor/marcelo-bamonte
A PolÃcia Civil do Paraná (PCPR), com apoio da PolÃcia Militar do Paraná (PMPR), prendeu uma mulher, de 41 anos, investigada por tentativa de homicÃdio duplamente qualificado praticada contra uma servidora pública. O mandado de prisão preventiva foi cumprido nesta sexta-feira (10), em Abatiá, no Norte do Estado.
De acordo com o delegado Luis Guilherme Almeida, a motivação estaria relacionada a uma vingança decorrente do acolhimento judicial dos três filhos da suspeita em uma instituição de acolhimento. Além de contratar um executor, ela teria monitorado a rotina da vÃtima para realizar uma emboscada. O crime não foi consumado porque um dos filhos descobriu o plano da mãe.
Segundo a PolÃcia Civil, após a perda da guarda, a mulher passou a responsabilizar funcionárias da instituição pela situação e teria criado conflitos com a equipe do abrigo.
Adolescente encontrou conversas
Mesmo após ser acolhido pela instituição, o adolescente continuou visitando os pais. Em uma dessas ocasiões, ele teria ouvido a mãe comentar sobre a contratação de alguém para matar uma funcionária da Casa Lar.
O jovem então acessou o celular da mãe e encontrou conversas com um intermediário que, segundo a polÃcia, faria a ligação com o executor do crime. Nas mensagens, a suspeita teria informado detalhes sobre a rotina da vÃtima, incluindo o local onde ela costumava deixar o carro.


A investigação aponta ainda que houve negociação de um pagamento de R$ 3 mil pelo crime. Em uma das mensagens, a mulher teria indicado uma data para realizar o pagamento. Após descobrir o conteúdo das conversas, o adolescente procurou a funcionária que seria atacada e contou o que havia encontrado.
PolÃcia identificou intermediário
Durante a investigação, um homem confirmou que foi procurado para executar o homicÃdio e apresentou elementos que ajudaram na apuração. A perÃcia realizada em aparelhos celulares também identificou fotografias da vÃtima e de outros servidores públicos, indicando o monitoramento de suas rotinas.
Segundo o delegado, o homem afirmou que estava tentando verificar se a mulher realmente levaria o plano adiante e que pretendia repassar as informações à s autoridades. Ele não foi preso. Com base nas provas reunidas, a polÃcia pediu a prisão preventiva da suspeita. O inquérito está em fase final e ela deve responder por tentativa de homicÃdio qualificado por motivo torpe e mediante promessa de recompensa.

