Bomba de combustível em posto de gasolina em Brasília (Crédito: REUTERS/Adriano Machado)
Petrobras reduz preço da gasolina em R$ 0,14 a partir desta terça-feira, 27; entenda o impacto no preço médio nacional de R$ 6,32 e o que esperar nas bombas
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A partir desta terça-feira, 27 de janeiro, entra em vigor o novo preço da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras. A estatal anunciou um corte de 5,2%, equivalente a R$ 0,14 por litro, reduzindo o valor na saída das refinarias. Com isso, o litro da gasolina A passa a custar R$ 2,57.
Embora o efeito nas bombas não seja imediato nem uniforme, a mudança altera um dos principais componentes da formação do preço final pago pelo motorista.
Qual é o preço da gasolina hoje no Brasil e como ele é formado
Segundo dados médios coletados entre 11 e 17 de janeiro de 2026 (antes do corte), o preço da gasolina no país gira em torno de R$ 6,32 por litro.
Trata-se de uma média nacional, com variações relevantes conforme estado, cidade e posto, influenciadas por impostos estaduais, custos logísticos e margens de revenda.
- R$ 1,12 são Distribuicão e Revenda (17,7%)
- R$ 1,05 são Custo Etanol Anidro (16,6%)
- R$ 1,57 são Imposto Estadual (24,8%)
- R$ 0,68 são Impostos Federais (10,8%)
- R$ 1,9 são Parcela Petrobras (30,1%)
No caso do etanol anidro, se trata de um preço que varia conforme safra, condições climáticas e dinâmica do mercado de biocombustíveis.
Os impostos estaduais são, basicamente, ICMS, enquanto os federais incluem PIS, Cofins e Cide.
Custos de distribuição e revenda contemplam transporte, armazenamento, operação dos postos e margens do setor.
Com o corte anunciado, a tendência é de alguma redução ao consumidor ao longo das próximas semanas, mas o repasse depende das decisões de distribuidoras, postos e da dinâmica regional de mercado.
Vale destacar este corte, em janeiro de 2026, é o primeiro desde outubro de 2025, quando a estatal também reduziu o valor em R$ 0,14 por litro.
Desde dezembro de 2022, o preço de venda às distribuidoras acumula queda nominal de R$ 0,50 por litro. Descontada a inflação, a redução real chega a 26,9%.
O que muda com o corte da Petrobras
A redução de R$ 0,14 por litro incide apenas sobre a parcela da Petrobras. Caso o corte fosse integralmente repassado, o preço médio ao consumidor poderia cair pouco mais de 2%. Na prática, o repasse tende a ser parcial e gradual.
Historicamente, reduções nas refinarias demoram mais a chegar às bombas do que aumentos. Ainda assim, o movimento abre espaço para ajustes, sobretudo em mercados mais competitivos.
Contexto internacional e petróleo
O reajuste ocorre em um cenário de preços internacionais do petróleo mais moderados. O barril do tipo Brent tem sido negociado entre US$ 60 e US$ 66, abaixo dos picos de anos anteriores.
O movimento reflete crescimento global mais lento, aumento da oferta fora da Opep e expectativas de demanda menos aquecida. Desde 2023 a Petrobras deixou de adotar a política de Preço de Paridade de Importação (PPI), vinculada ao mercado internacional, passando a considerar múltiplos fatores na definição de preços.
Diesel permanece estável
Enquanto a gasolina teve redução, o preço do diesel foi mantido. Atualmente, o valor do diesel vendido pela Petrobras às distribuidoras está em torno de R$ 2,80 por litro.
Em 2025, a estatal realizou três cortes no preço do combustível, em 1º de abril, 17 de abril e 6 de maio, com reduções entre 3,38% e 4,6%. Desde dezembro de 2022, a queda real acumulada no preço do diesel é de 36,3%.
A manutenção do valor reflete a dinâmica específica do mercado e a preocupação com impactos sobre o transporte de cargas e a inflação.
O que esperar
A principal dúvida para o consumidor é quando a redução será sentida no bolso. Postos em regiões com maior concorrência tendem a repassar os cortes mais rapidamente, enquanto mercados menos competitivos podem manter os preços.
Além disso, fatores como câmbio, preço do petróleo e decisões tributárias seguem no radar. Mudanças nesses elementos podem reforçar ou neutralizar o efeito do corte anunciado.

