Jair Bolsonaro (PL) | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Com isso, ex-presidente terá que seguir para a prisão, na superintendência da PF, após receber alta do hospital
No requerimento encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, a defesa cita como precedente a decisão que concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor de Mello, em razão de apneia do sono. Segundo os advogados, Bolsonaro apresenta comorbidades e condições clínicas semelhantes, incluindo apneia obstrutiva severa com necessidade de uso contínuo de CPAP, além de recuperação pós-operatória e crises persistentes de soluço.
O pedido se ancora no relatório subscrito pelos médicos Claudio Birolini e Leandro Santini Echenique, que alerta para riscos como pneumonia broncoaspirativa, insuficiência respiratória, acidente vascular cerebral, crises hipertensivas, quedas com traumatismo craniano e piora da função renal caso as recomendações não sejam rigorosamente seguidas .
Em entrevista exclusiva ao SBT News, Birolini afirmou que Bolsonaro mantém quadro de esofagite erosiva, gastrite e refluxo persistente, associados a crises de soluço que não responderam de forma satisfatória ao bloqueio anestésico do nervo frênico. O médico destacou a necessidade de dieta fracionada, controle rigoroso da pressão arterial, prevenção de quedas e acompanhamento clínico próximo – cuidados que, segundo a defesa, seriam inviáveis nas dependências da Polícia Federal.
